BREVE ENSAIO SOBRE O SILÊNCIO
Resumo
Este ensaio lança um olhar sindêmico sobre o Brasil vivenciando a pandemia de COVID-19. Compreender a COVID-19 como sindemia em vez de pandemia implica evocar o conjunto epistemológico das Ciências Humanas para, muito além de um tratamento biomédico das pessoas, encarar a COVID-19 como um problema sociológico, filosófico, político, ético, estético, moral... Desta forma, evocar as Ciências Humanas (além das Ciências Biomédicas) implica investigar o papel das universidades, sobretudo as públicas, para “começar a tentar a apreender” o porquê e o como chegamos até 2021. Trata-se de um recorte ensaístico, que não pretende, portanto, encontrar uma solução, mas auscultar os silêncios para perscrutar seus efeitos. Este ensaio está dividido em três partes. A primeira busca escutar o silêncio no tempo presente. Embora o presente seja um tempo efêmero que representa um instante, pois considero passado tudo que é acessível à memória, para este ensaio, presente é o tempo da pandemia de COVID-19, que se estende desde o início das tentativas de confinamento. A segunda seção perscruta o silêncio passado para buscar compreender o que nos trouxe até esse presente, propondo uma breve investigação dos silêncios por trás das pesquisas, por trás dos financiamentos e nos revelando a importância das Ciências Humanas, tão negligenciadas, no combate à COVID-19. A terceira seção questiona, mirando o futuro, que “capital subjetivo” a ciência, por meio de seus agentes, agregou até então, se continuaremos ouvindo silêncios e qual o preço deles.Downloads
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