O CHEFÃO LÁ DO MORRO: OUTRAS LEITURAS, OUTRAS REPRESENTAÇÕES

Autores

  • Jonathan Fernandes de Aguiar Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

O livro “O Chefão lá do morro” inicia com uma questão: “Quem manda lá no morro, irmão?” (p. 4). Aos poucos Otávio Júnior vai apresentando quem é esse “Chefão”. As ilustrações vão ganhando forma, destaque para além das palavras usadas ao longo do texto, no sentido de elucidar os espaços da favela. O autor menciona que as crianças consideram o tal Chefão o máximo, logo em seguida traz a visão dos responsáveis dizendo que não aprovam que brinquem com o Chefão. Cita que o carteiro sobe o morro devagar para não despertar a ira do chefe. Relata a paixão deste Chefão. Por último, Otávio depois de tanto suspense conta quem é este Chefão, que mora no morro, sendo um cachorro “que não tem raça... mas é um tipo cheio de graça”. Afinal, o que é ser “Chefão”? Pergunta que aproxima sujeitos e que também distancia outros, por não viverem o contexto da favela, no entanto, direciona para lugares e representações sociais: o que é ser um chefão em uma empresa? O que é ser um chefão em uma escola? O que é ser um chefão em condomínio de luxo? Júnior rompe a lógica, as associações do senso-comum do que é ser chefão de um morro - a figura de um “bandido”, ou aquele que está à margem da sociedade. Em outras palavras este livro é indispensável a leitura para crianças, jovens e adultos por explorar outros mundos, realidades e ampliar o repertório social e cultural, iniciando com uma breve questão: “Quem manda lá no morro, irmão?”. Reconhecendo que por meio desta problematização podemos (re)inventar outros sentidos para as escolas, transformar vidas, reconhecer a subjetividade humana e as múltiplas linguagens que ressignificam o ato de aprender e ensinar.

Biografia do Autor

Jonathan Fernandes de Aguiar, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - PPGE/UFRJ, onde é bolsista "PROEX" Programa de Excelência Acadêmica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, e Pesquisador do Grupo de Pesquisa Criar e Brincar: o lúdico no processo de ensino-aprendizagem - LUPEA, desde 2013. Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2018) beneficiado com bolsa CAPES. Especialista em Psicopedagogia e Educação Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luis - FESL (2017). Graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2016). Foi normalista do Instituto de Educação Carmela Dutra (2010). Atuou como professor do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - CAp/UFRJ (2017-2018). Possui experiência na docência da Educação Infantil, anos iniciais do Ensino Fundamental em escolas públicas e privadas na cidade do Rio de Janeiro e na formação continuada dos professores e gestores do Programa Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Atua na área de Educação, principalmente nos seguintes temas: Lúdico, Psicopedagogia, Criatividade, Agressividade, Alfabetização, Formação Docente, Docência, Jogos e Brincadeiras, Ensino Superior, Inclusão e prática pedagógica.

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Publicado

03-04-2020

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